#Segurança anestésica — nossa especialidade
A anestesia em animais silvestres e exóticos não é uma adaptação de protocolos de cães e gatos. Exige preparo específico, monitoramento rigoroso e escolha cuidadosa de fármacos e técnicas. Este é o principal diferencial da Dra. Mariana Rodrigues, especialista em anestesiologia veterinária com foco em fauna não convencional.
Cada grupo animal — aves, répteis, pequenos mamíferos — possui fisiologia, metabolismo e resposta farmacológica completamente diferentes. Um erro de dose ou de técnica pode ser fatal. Por isso, nossa abordagem é sempre individualizada, baseada em evidências e com monitorização multiparamétrica.
Aves metabolizam fármacos muito mais rápido que mamíferos. Répteis, muito mais devagar. A mesma dose que seda um papagaio pode ser fatal para uma iguana do mesmo peso. O cálculo é individualizado.
Animais silvestres perdem a capacidade de controlar a temperatura corporal sob anestesia. A hipotermia é uma das principais causas de complicações e óbito no transoperatório.
Aves possuem sacos aéreos e exigem ventilação controlada. Répteis podem ficar apneicos por longos períodos. Cada grupo requer equipamentos e técnicas ventilatórias específicas.
Utilizamos equipamentos de monitorização multiparamétrica adaptados para cada porte e espécie, garantindo a detecção precoce de qualquer alteração.
Monitoramento por Doppler vascular, ECG adaptado ou oximetria de pulso, conforme o porte e a espécie. Permite detectar arritmias e alterações hemodinâmicas precocemente.
Capnografia, oximetria e avaliação da frequência respiratória. Em aves, monitoramento específico do fluxo de ar nos sacos aéreos.
Controle ativo com colchões térmicos, fluidos aquecidos e sondas de temperatura. Essencial para répteis e pequenos mamíferos com alta perda de calor.
Doppler vascular para avaliação de pressão arterial indireta, tempo de preenchimento capilar e coloração de mucosas.
Metabolismo acelerado exige doses maiores e redosagens mais frequentes. Intubação com sonda não-invasiva para proteger sacos aéreos. Jejum pré-operatório reduzido (2-4 horas) para evitar hipoglicemia. Monitoramento com Doppler vascular.
Metabolismo lento — a indução pode levar 20-40 minutos e a recuperação várias horas. Temperatura ambiente é crítica: devem ser mantidos na temperatura ideal da espécie. Acesso vascular pela veia jugular ou coccígea. Apneia é normal e esperada.
Roedores e lagomorfos têm alta taxa metabólica e risco de hipoglicemia. Ferrets e mustelídeos exigem atenção ao sistema respiratório. Primatas necessitam de contenção química antes da manipulação. Aquecimento contínuo é essencial para todos.
Exame físico completo, histórico clínico, exames laboratoriais e classificação de risco. Definição do protocolo mais seguro para o paciente.
Sedação e analgesia preemptiva para reduzir estresse, facilitar o acesso vascular e diminuir a dose de anestésicos gerais.
Indução com agente inalatório ou injetável. Manutenção com monitorização contínua e ajustes conforme necessidade.
Controle térmico, suporte ventilatório, analgesia pós-operatória e observação até retorno completo da consciência.
A Dra. Mariana Rodrigues é pós-graduada em anestesiologia, dor e terapia intensiva. Consulte sobre suporte anestésico para procedimentos em animais silvestres e exóticos.
Agendar avaliação anestésica →Ou ligue: (11) 96199-9296